A Tabela Periódica gigante em croché está no Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva, em Lisboa, até ao fim de Agosto

Esta Tabela Periódica tem 17 metros quadrados, pesa 13 quilos, foi feita em croché por mais de 100 pessoas de 14 nacionalidades e pode ser visitada até final de Agosto logo à entrada do Pavilhão do Conhecimento. Esta impressionante peça faz parte do programa de comemorações do Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos da Escola de Ciências da Universidade do Minho e o projecto foi coordenado por Alexandra Nobre, também coordenadora STOL-Science Through Our Lives. O trabalho juntou 100 pessoas dos 6 aos 93 anos, dos cinco continentes, e celebra os 150 anos da criação da Tabela Periódica por Dmitry Mendeleev que se comemoram agora em 2019.
Saber tudo sobre este projecto aqui.

A Comunicação sob a palco no PubhD UMinho #37

A sessão de Maio do PubhD UMinho traz para a mesa do Barhaus, em Braga, dois comunicadores: um trabalha com cientistas, outro com moda e criatividade. O que os une é mais do que aquilo que os separa, mas é para ouvir falar das diferenças que o público será chamado a participar. Encontro marcado para o dia 23 de maio, pelas 21h15. Entrada gratuita.

Nuno Passos – Ciências da Comunicação
Entre cientistas e jornalistas venha o comunicador e resolva 
O processo de mediação é exigente em qualquer situação, mas quando um comunicador é chamado a mediar a interação entre cientistas e jornalistas essa exigência amplifica-se. Nuno Passos, Mestre em Ciências da Comunicação, conhece bem essas dificuldades. No seu projeto de investigação, realizado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, aprofundou dinâmica de tensões permanentes entre “mundos” que funcionam com objetivos e singularidades distintas. Cientistas e jornalistas “precisam perceber melhor a realidade mútua” explica o investigador.A mediação entre cientistas e jornalistas, defende, “requer especialistas na área, com respostas rápidas, eficazes, que protejam o cientista e também a instituição, à qual pertence”. E a resposta envolve estratégias integradas e que envolvam todos os atores. Uma tarefa difícil, pois embora muito importante e centrada no cientista, afirma, “aatividade de comunicar ciência, sendo recente e gerando dúvidas, está ainda no fundo da lista de muitos cientistas e professores”.

Valesca Bender – Engenharia Têxtil
Criatividade e inovaçãopara encontrar novos caminhos
“Somos os únicos responsáveis por criar aquilo que é novo” é o ponto de partida para a reflexão de Valesca Bender, que iniciou em 2017 o seu mestrado em Comunicação de Design de Moda, no Departamento de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho. No seu projeto trabalha conceitos como a criatividade, a empatia, a experiência e o design thinkinge a sua relevância para “revolucionar transformações significativas” enquanto fatores de diferenciação facilitadores de penetração no mercado. Formada em design de produto e pós-graduada em arquitetura e design de interiores para o mercado de luxo, Valesca Bender sabe reconhecer o valor do jogo entre criatividade, inovação e design empático. “É preciso coragem e deixar que o amor vença o medo de reaprender a sermos mais criativos, já que velhos mapas não levam a novos caminhos e talvez os mais rebeldes tenham o GPS do futuro rumo às mudanças” afirma a investigadora. 

O PubhD é um movimento internacional dedicado à divulgação informal da ciência e do trabalho científico. As sessões ocorrem em bares e pubs e envolvem a participação de cientistas e investigadores, com trabalho concluído ou em conclusão. A ideia foi lançada em 2015 na cidade de Nottingham (Reino Unido) e logo depois chegou a Portugal (primeiro Lisboa, depois Braga e Guimarães). Atualmente há grupos dinamizadores do PubhD em todo o país e na Europa. O PubhD UMinho é organizado pelo STOL-Science Through Our Lives (Departamento de Biologia da Universidade do Minho) e já soma 36 sessões tendo nele já participado 78 investigadores, nacionais e estrangeiros.

PubhD UMinho: Escola do futuro e turismo criativo

Em Abril o PubhD UMinho convida uma educadora que procura um rumo para a escola do futuro e um geógrafo que vê no Noroeste a direção certa para o turismo criativo, para falarem dos seus projetos de investigação. A sessão realiza-se no dia 11 de abrilpelas 21h15 no Barhaus e a entrada é gratuita.

Como saber o que é necessário mudar para aproximar a escola dos nativos digitais? Para Elisabete Barros (Ciências da Educação) só há um caminho: perguntar a quem tem mais interesse na matéria, os alunos. A investigadora do Instituto de Educação da UMinho, está a entrevistar alunos com idades entre os 9 e os 15 anos que frequentam duas escolas de Braga. Pretende recolher dados que permitam contribuir para uma mudança da escola, tornando-a mais próxima da sociedade digital em que os alunos se movem. Juntam-se ao plano de estudo os pais e professores para que a visão sobre a “escola do futuro” seja mais completa. “A vantagem que vejo na minha investigação é a possibilidade de ouvir e dar voz às crianças numa matéria que a elas diz respeito diretamente e que quase nunca é tida em consideração”, afirma a investigadora que acredita nas vantagens da educação aberta e em rede.

A importância do turismo criativo para o desenvolvimento de zonas rurais e cidades de pequena dimensão é o tema central do projeto de investigação de Ricardo Carvalho, um geógrafo que vê o turismo muito para além da visita passiva e contemplativa. “O turismo criativo tenta aproximar o visitante à comunidade e à cultural locais”, explica o investigador do Lab2PT, uma unidade de investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho. Joga-se tudo na “experiência única e autêntica” do visitante que acaba por funcionar como mais valia para um produto turístico que poderá consolidar-se na excelência e distinção. Com este projeto de investigação pretende-se recuperar rituais antigos, valorizar tradições e a cultura das comunidades locais, combater a sazonalidade do turismo e demonstrar a importância do turismo criativo em territórios de baixa densidade, tomando como exemplo os projetos existentes na região do Noroeste de Portugal. Para isso, o investigador analisará a visão dos visitantes, dos promotores e dos agentes locais, tendo por base a sua experiência no projeto CREATUR. 

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Desde o ano 2016 que se realizam sessões do PubhD UMinho por iniciativa do STOL – Science Through Our Lives – um projeto do Departamento de Biologia da Universidade do Minho orientado para a comunicação e divulgação de ciência. Já foram realizadas 35 sessões que contaram com a participação de 76 investigadores, na sua maioria mulheres O PubhD UMinho surgiu no âmbito do movimento internacional PubhD, nascido em Nottingham (2015) e foi o segundo a aparecer em Portugal (depois de Lisboa em outubro de 2015).