PUBHD UMINHO: DA BIOENGENHARIA À ARTE DE RECEBER REFUGIADOS, TUDO TEM A SUA CIÊNCIA

O PubhD UMinho retoma o encontro com o seu público de Braga e apresenta duas investigadoras dispostas a explicar os seus projetos em bioengenharia e e em educação de adultos e intervenção comunitária . A próxima sessão realiza-se no dia 21 de fevereiro, pelas 21h15 no Barhaus. A entrada é gratuita e do público esperam-se perguntas e os aplausos.

Catarina Moura (Bioengenharia) – “De olho no esqueleto” – Catarina Moura concluiu em 2018 o seu doutoramento em bioengenharia, engenharia dos tecidos e microscopia na Universidade de Southampton. Durante quatro anos estudou formas de criar uma nova técnica de imagem que pudesse contribuir para a monitorização e controle de ossos e cartilagens em crescimento e regeneração. “Quando uma pessoa parte um osso por vezes demora muito tempo até que o osso e a cartilagem voltem a sua função normal”, explica Catarina. E refere ainda que no laboratório inglês, e numa feliz combinação de esforços com o Institute for Life Sciences e o Centre for Human Development, Stem Cells and Regeneration, tentou melhorar a capacidade de crescimento e regeneração de ossos e cartilagens sob monitorização. A tarefa mostrou-se complexa, mas a combinação de conhecimentos em química, física e medicina resultou num novo sistema de imagem que permite visualizar o crescimento dos tecidos sem que as células se alterem ou morram. É sobre esta promissora técnica de microscopia e das vantagens que poderá significar para a engenharia de tecidos e medicina regenerativa que Catarina Moura vai falar no PubhD UMinho.

Maria João Faria (Educação) – “Integrar à boa maneira portuguesa ” – Maria João terminou há pouco o mestrado em Educação de Adultos e Intervenção Comunitária no Instituto de Educação da Universidade do Minho inserida no projeto IntegrArte. O projeto envolveu famílias refugiadas oriundas do Congo, Ucrânia e Bangladesh e teve como objetivo conceder a estas pessoas ferramentas e oportunidades de integração na comunidade de acolhimento. Para o efeito foram promovidas diversas atividades, desde visitas guiadas a cidades portuguesas, a audição de música portuguesa, a experimentação da gastronomia nacional e, claro, a aprendizagem de português. Como resultado verificou-se que cada um dos membros das famílias envolvidas no projeto evidenciaram conhecimento adquirido sobre a realidade sócio cultural portuguesa. “O projeto IntegrArte contribuiu para uma melhoria da qualidade de vida destas famílias pelo facto de trabalhar a inclusão das mesmas com um acompanhamento quase diário”, explica Maria João que realça o facto desta iniciativa “dar a conhecer a pessoas e entidades a situação dos refugiados, alargando desta forma a onda de entreajuda e compreensão relativamente a este público”.

O PubhD UMInho está em Braga desde 2016 e surgiu no âmbito do movimento internacional PubhD, nascido em Nottingham um ano antes. Em Portugal o PubhD teve a sua estreia em Lisboa (2015), seguindo-se Braga e Guimarães. O PubhD UMinho é dinamizado em Braga pelo STOL – Science Through Our Lives – um projeto do Departamento de Biologia da Universidade do Minho orientado para a comunicação e divulgação de ciência. Desde Setembro de 2018 o PubhD realiza-se exclusivamente em Braga e já conta com 34 sessões e a participação de 74 investigadores, na sua maioria mulheres.

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